Capítulo 24 · A fé que se torna presença

A vida que começa agora

Chegar ao fim de um livro não significa ter chegado ao fim das perguntas que o trouxeram até nós. Talvez alguma ideia tenha encontrado lugar; talvez uma dúvida tenha ganhado palavras; talvez o leitor apenas reconheça com mais clareza aquilo que deseja para sua vida. A leitura oferece um encontro, e cada pessoa continuará a partir dele com sua história e seu tempo.

O caminho do amor não começa numa versão ideal de nós mesmos. Começa na vida que existe: relações incompletas, capacidades reais, cansaços, alegrias e decisões ainda possíveis. A consciência pode ampliar a maneira como habitamos essa vida, ajudando-nos a perceber o que recebemos e aquilo por que podemos responder. O começo precisa ser humano o bastante para caber num dia.

A confiança em Deus, a orientação de Jesus e a esperança de continuidade pessoal não retiram o peso dos acontecimentos. Oferecem um horizonte em que nenhuma pessoa precisa ser reduzida ao que produziu, ao que perdeu ou ao que ainda não conseguiu realizar. Podemos olhar para o tempo restante com responsabilidade e ternura. Há vida a ser vivida enquanto estamos aqui, e o amor merece encontrar nela uma forma concreta.

  1. 139O que significa começar a viver este caminho?
  2. 140Como o amor transforma nossa relação com o tempo que ainda temos?
  3. 141O que pode sustentar uma pessoa que sente ter chegado tarde?
  4. 142Como atravessar o próprio fim sem medir a vida apenas pelo que ficou incompleto?
  5. 143Que confiança desejamos transmitir a quem continuará depois de nós?
  6. 144O que permanece essencial quando todas as palavras deste livro terminam?