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Unismo › Uma Raiz, Muitas Vidas › Introdução

Uma Raiz, Muitas Vidas

Introdução

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Verificando a narração…

Trechos

    Este livro investiga uma doutrina que se chama Unismo e que está exposta, na sua forma fundadora, num tratado de 168 perguntas e respostas intitulado A Unidade e a Dignidade da Existência — Livro dos Fundamentos. A doutrina afirma, no seu núcleo, duas coisas e articula-as: que as múltiplas existências humanas são manifestações de uma mesma consciência fundamental, e que cada pessoa tem dignidade igual e própria, independentemente de crença, posição social, capacidade intelectual, utilidade, saúde ou pertencimento religioso. O tratado circula sem nome de autor, sob a identificação Unismo, com licença que permite copiá-lo, distribuí-lo e adaptá-lo para fins não comerciais, com indicação da fonte e sob a mesma licença. Este livro o reproduz integralmente ao final, palavra por palavra, com a numeração original, e constrói sobre ele uma obra autônoma: uma investigação filosófica, religiosa e moral dos fundamentos da doutrina, que pode ser lida sem o texto-base e que remete a ele em cada passo.

    O que este livro é

    Há uma edição comentada do Livro dos Fundamentos, organizada na ordem das perguntas, com comentários a cada questão em duas camadas, exercícios, glossário e percursos de leitura. Este livro não é uma segunda edição dessa. É outra coisa: um texto principal contínuo, organizado por problemas e não por perguntas, em que a doutrina é examinada como um todo, comparada com as filosofias e as religiões que a antecederam ou a contrariam, e ampliada, no plano moral, com um elenco sistemático de princípios e com casos difíceis que o texto-base não contém. O que a edição comentada fazia questão a questão, este livro faz problema a problema; o que ela mantinha rente ao texto, este livro leva até onde o texto permite ir e diz, a cada vez, onde parou.

    O título vem da última frase da primeira resposta do texto-base, que resume numa linha o núcleo da doutrina: uma raiz; muitas vidas, e cada uma é de alguém. O subtítulo diz o que o livro faz e o que contém.

    Os critérios da arquitetura

    A organização deste livro obedece a seis critérios, declarados aqui para que o leitor possa julgá-los. Unidade de problema: cada capítulo investiga um único problema, e não uma sequência de perguntas. Ordem de dependência: os problemas aparecem na ordem em que a compreensão de um se apoia na do anterior, do estatuto das afirmações ao ser, do ser à prova (a liberdade, o sofrimento, a culpa, a justiça), da prova ao dever, do dever ao vínculo, do vínculo ao diálogo com as tradições, e do diálogo ao exame final. Separação de estatutos: em cada capítulo distingue-se o que o texto-base assume, o que conclui, o que interpreta, o que deixa aberto e o que é apenas norma comunitária, e separa-se de tudo isso o que esta investigação acrescenta. Correspondência integral: cada uma das 168 questões está atribuída a pelo menos um capítulo como questão principal, e cada capítulo declara, no seu início, as questões que investiga; no texto-base reproduzido ao final, cada questão indica os capítulos em que é examinada. Autonomia do texto principal: os capítulos podem ser lidos sem o texto-base. Preservação literal: nenhuma palavra do texto-base foi alterada, e tudo o que é acréscimo está fora dele.

    Daí resultam sete livros e vinte e oito capítulos. O Livro I trata do estatuto das afirmações: o que a doutrina afirma, com que força, e com que critérios esta obra a examina. O Livro II trata do ser: a consciência una e os seus centros, a pessoa, o outro, a experiência e a memória, o tempo, o criador, a finalidade, a morte. O Livro III é a prova: a liberdade, o sofrimento, a culpa, a justiça. O Livro IV é o dever: os dez princípios morais que este livro atribui ao Unismo, enunciados e ordenados, as disposições do caráter, as relações, a extensão da consideração e quinze casos difíceis. O Livro V é o vínculo: a vida interior, a oração, a comunidade. O Livro VI é o diálogo: o Unismo diante das filosofias do uno e dos muitos, diante das religiões e diante da pergunta se é ele próprio uma religião. O Livro VII é o exame: as objeções reexaminadas e a síntese. Segue-se uma conclusão e, depois dela, o aparato: uma nota editorial sobre a versão do texto-base e as decisões desta edição, o texto-base integral com a correspondência, o mapa das questões principais, o registro dos desenvolvimentos que esta investigação acrescentou, e, em separado, as propostas que alterariam o texto fundador, que não foram aplicadas.

    Como ler

    O leitor que conheça o Livro dos Fundamentos pode começar pelo Livro I e seguir. O leitor que não o conheça tem duas opções igualmente boas: ler primeiro o texto-base, ao final, na sua ordem própria, e voltar depois a esta investigação; ou começar por ela, consultando o texto-base a cada capítulo pelas questões indicadas. Os capítulos foram escritos para serem legíveis sozinhos, mas cada um cita as questões que investiga, e as citações são convites a ler o original, não substitutos dele.

    Três convenções valem em todo o livro. Quando se lê “o Unismo afirma” ou “o texto-base afirma”, trata-se de um fundamento ou de uma consequência do Livro dos Fundamentos. Quando se lê “o texto-base interpreta” ou “prefere”, trata-se de uma interpretação provisória, que a doutrina adota sem elevar a fundamento. Quando se lê “esta investigação propõe”, “desenvolve” ou “sugere”, trata-se de um acréscimo desta obra, que o leitor pode recusar sem recusar a doutrina. Cada capítulo termina com uma seção chamada “O que permanece aberto”, que registra o que a investigação não conseguiu fechar; ela não é uma formalidade, e o leitor apressado que a saltar terá lido um livro mais seguro do que este é.

    As questões do texto-base são citadas pelo seu número original (“questão 48”); as dez proposições constitutivas, pelo número que a questão 165 lhes dá (“proposição 3”). As filosofias e religiões comparadas são identificadas pelas suas posições e, quando útil, pelas suas obras, sem o aparato de uma monografia acadêmica; as notas do próprio texto-base indicam as fontes contemporâneas que ele cita, e um estudo que quisesse ir além encontraria nelas o ponto de partida.

    O que este livro não é

    Não é doutrina. O Unismo está no Livro dos Fundamentos, e só nele; esta obra é um exame, e nenhuma das suas leituras, hipóteses ou princípios enunciados tem outra autoridade além das razões que apresenta. Não é chancela: os acréscimos editoriais não exprimem posição oficial de comunidade alguma, e o texto fundador não foi alterado em nada; as sugestões de alteração, poucas e de pormenor, estão numa lista à parte, com as suas razões, para que quem tenha responsabilidade sobre o texto decida. Não é um resumo, um esboço nem um excerto: é o livro inteiro, com a extensão que o exame exigiu. E não é uma defesa: a investigação procurou, em cada capítulo, a objeção mais forte, e disse onde a doutrina não responde.

    Este livro é publicado sob a mesma identificação e a mesma licença do texto-base: Unismo, sem nome de autor, com permissão de cópia, distribuição e adaptação para fins não comerciais, desde que se indique a fonte e se compartilhe sob a mesma licença. A investigação foi preparada com assistência de inteligência artificial, sob direção editorial humana, e nenhum nome pessoal foi acrescentado à identificação da obra.

    O Livro dos Fundamentos pede ao leitor duas coisas: atenção ao argumento e responsabilidade pelos compromissos livremente assumidos. Este livro não pede mais, e não pede menos.

    Da obra

    Uma Raiz, Muitas Vidas — investigação filosófica, religiosa e moral sobre os fundamentos do Unismo, com o texto integral do Livro dos Fundamentos. Edição de estudo, gratuita, sem indicação de autor (CC BY-NC-SA 4.0).

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